O coletivo
Quem somos
O Errática é um coletivo de teatro e performance gerado no Curso de Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). Em atividade desde 2012, desenvolve uma pesquisa continuada de linguagem, focada em processos colaborativos de criação, dramaturgia própria e transcriações de obras da dramaturgia mundial. Em 2015, foi contemplado com o Prêmio Nacional para Cultura de Redes, Categoria Local, do Ministério da Cultura.
Trajetórias erráticas
Imagine uma curva da estrada de ferro, bem aí onde está. Você ouve o trem vindo da direita para a esquerda. Ouve por um longo tempo e então vê o trem vindo.
O Errática é um coletivo de teatro e performance surgido no Curso de Graduação em Teatro: Licenciatura da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), em Montenegro-RS. Desde 2012 desenvolvemos uma pesquisa continuada de linguagem, focada em processos colaborativos de criação, pesquisa e criação de dramaturgias autorais e transcriações de textos dramatúrgicos e literários. O coletivo se organiza num plano de convergência temática, estética e política entre seus membros, buscando criar ações deflagradoras de situações especiais de convívio e pensamento sobre o mundo e a forma como vivemos no mundo.
Um encontro de artistas que compartilham uma vontade de encontro, cada um com seus anseios, suas dúvidas e seus desejos que têm no outro, não um espelho, mas um anteparo que ressoa, um eco. O coletivo é um movimento, errático, desvio permanente, fronteira instável, continente de desejos que tencionam suas bordas e se mantém permanentemente à margem. Transbordamentos. Cada um de um lugar, Bento Gonçalves, Porto Alegre, Capão da Canoa, Farroupilha, Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Caxias do Sul, todos estrangeiros. Línguas e costumes diferentes. Formamos nossa colônia/coletivo, com nosso vocabulário e nossos costumes compartilhados.
A pesquisa do Errática começa por buscar formas de diálogo com a cidade, processo que nos conduz a espaços inesperados e a relações também inesperadas, o que revela a cidade como tecido vivo e em constante transformação, onde a tradição não está preservada como uma espécie de tesouro, mas é algo dinâmico que faz parte dos fluxos urbanos cotidianos. Fazer parte da cidade. Olhar de dentro, fazer vibrar o olho.
A cidade fagocita o coletivo, como organismo vivo que se apresenta e convida ao movimento. Derivar. A percepção do pertencer à cidade opera um importante trânsito sobre a pesquisa, desenhando outros caminhos. O contato com as práticas de performance nos desloca, provoca outras relações de criação no interior do coletivo e outras possibilidades de estar na cidade.
Passamos a perceber nossas presença nas ruas como complicadores dos fluxos cotidianos, produzindo imagens/ações que convidam quem passa a um olhar detido, estranhado, que vai além do mero passar, mas que reduz sua velocidade, freia o trânsito e encontra uma pontuação onde menos espera, um olhar provocado pela presença do artista e que (re)encontra na paisagem a própria cidade, a rua, o outro, o teatro, a arquitetura, e a si mesmo, como parte.
Ocupamos Esquinas, ruas, teatros, super mercado, janela, garagem de ônibus, lava-jato, galpão, barco, ruínas; também nós, sempre estrangeiros, queremos fazer parte da cidade, queremos descobrir na cidade possibilidades novas de convívio e pensamento, futuros.
Integrantes
Cronologia
- 2024dispositivo-gaivota [estilhaços]
- 2023 MICBR 2023
- 2022 O brilho enganoso dos diamantes
- 2021 Mostra Umbú das Artes
- 2020HIPERGAIVOTA
- 2020 27° Porto Alegre em Cena
- 2020 #UMACARTAPARAPOA
- 2020 Oficina on-line de Teatro para negras, negros, gordas, gordos, indígenas, mães solas e LGBTQIA+
- 2020 Maldito coração (me alegra que tu sofras)
- 2020 Dá licença, por favor?
- 2020 Festival Porto Verão Alegre 2020
- 2019 26° Porto Alegre em Cena
- 2019DISPOSITIVO-GAIVOTA
- 2019 Mostra Cena Sul
- 2018 OffAção: fluxos erráticos em territórios urbanos
- 2018 Circulação nacional pelo Palco Giratório SESC
- 2017 24° Porto Alegre em Cena
- 2017 24° Porto Alegre em Cena
- 2017 19° Festival Caxias em Cena
- 2017PLUGUE: um desvio imaginativo
- 2017 12° Festival Palco Giratório SESC-RS
- 2016 Alaranjado
- 2015 K.3: resta o corpo quando não se tem mais nada
- 2015 Kóstia, não morra! ou Da dura tarefa de não atirar contra a própria cabeça
- 2015 7° Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre
- 2015Ramal 340: sobre a migração das sardinhas ou porque as pessoas simplesmente vão embora
- 2015 Transbordamentos I, II e III
- 2015 Laboratório de percepção: Narrativas da memória
- 2015 Festival Montenegro em Cena 2015
- 2014 Macbodas: tequila, guacamole y algo más
- 2014 Santagostina ou Da delicadeza com que a água carrega os cadáveres
- 2014 Laboratório de percepção: Tempo-movimento
- 2013 Shake de amor
- 2013 Denúncia
- 2013 Velocidade 2
- 2013 Desejos
- 2013 Vadia do litoral
- 2012 Dog days
- 2012 O barão nas árvores






